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terça-feira, 12 de outubro de 2010

COMPOSIÇÃO DO CIGARRO

O cigarro é uma verdadeira ARMA QUÍMICA. Contém mais de 4.700 substâncias tóxicas, nenhuma das quais com utilização recomendada e, destas, quase cem comprovadamente cancerígenas.
Integram a constituição do cigarro substâbncias como metais pesados, pesticidas e insecticidas. Alguns são tão tóxicos cujo despejo em aterros é ilegal. Aquela "atraente" espiral de fumaça está repleta de substâncias tóxicas como acetona, arsénio, monóxido de carbono, cianeto, etc.
A nicotina é a principal causadora da dependência em relação ao tabaco. O seu processo de viciação é semelhante ao de drogas proibidas, como a cocaína e a heroína.
Além de ser uma substância com o poder de viciar uma pessoa ao fumo, a nicotina é altamente tóxica podendo inclusive, quando ingerida isoladamente, conduzir à morte. Apenas uma única gota de nicotina mata um gato, três gotas chegam para matar um cachorro, oito gotas de nicotina podem levar um cavalo a fortes convulsões e depois à morte. Para matar um ser humano não é complicado: são necessários apenas 60 mg de nicotina, o que equivale a aproximadamente três maços de cigarros (20 cigarros em cada maço).
A amónia, solução aquosa de amoníaco, é uma substância utilizada em detergentes. Constitui também uma das substâncias responsáveis pelo processo de viciação. O monóxido de carbono (exactamente o mesmo gás libertado pelos escapes dos automóveis) é inspirado junto com o fumo, substituindo o oxigénio e causando desse modo intoxicação no organismo. O alcatrão é obtido do carvão ou da madeira e possui na sua constituição centenas de substâncias químicas. Apresenta cor bem escura e cheiro muito forte. Cada vez que o fumo entra nos pulmões de um fumador o alcatrão fica impregnado, deixando a superfície destes órgãos escura. O formol, substância comummente utilizada para conservar cadáveres, também entra na constituição do cigarro. Ironicamente, no cigarro esta substância ajuda a "fazer" o cadáver.
Integra de igual modo a constituição do cigarro outra substância cancerígena chamada benzopireno. Esta substância derivada do petróleo tem a simples finalidade de ajudar na queima do papel do cigarro. Com o benzopireno, a queima será sempre uniforme e a cinza não se irá fragmentar. Também as notrosaminas, combinados tóxicos detentoras de alto poder cancerígeno, integram o cigarro.
Substâncias radioactivas também não poderiam ficar de fora da constituição do cigarro. O polónio 210 e o carbono 14 podem causar lesões no DNA, originando graves mutações. O risco que o fumador corre não é pouco: o teor dos elementos radioactivos presentes no mais popular derivado do tabaco, o cigarro, corresponde, absorvido por um fumador médio, a uma quantidade equivalente à que receberia um indivíduo que se submetesse à realização de 350 radiografias por ano!
Deste autêntico “cocktail Molotov”, fazem também parte alguns metais pesados como o chumbo e o cádmio. Estes concentram-se nos pulmões, rins e fígado causando diversos problemas à saúde, como é o caso do cancro. O níquel e arsénio são outros metais que se armazenam nos mais diversos órgãos (bioacumulação) e levam ao aparecimento de gangrena nos pés e danos no miocárdio. A terminar, e como se não bastasse, temos ainda o cianeto, um perigoso e potente veneno.